Comodidade e paixão.
Recebi um e-mail esses dias de uma pessoa que vou mencionar apenas como I. e o mesmo fazia o seguinte relato.
Caro Dr. Hitch.
Há algum tempo estou em um relacionamento que acredito estar perdido. Não temos mais aquela afinidade, seja no dia a dia, seja no sexo. Para falar a verdade tem algum tempo que não fazemos sexo e nem nos importamos. O que eu faço?
Eu não posso deixar de falar que realmente me espantei quando vi esse e-mail, ainda mais que é uma situação completamente atípica.
Algumas das pessoas que conversam comigo, na maioria das vezes, querem saber como apimentar um pouco mais a relação e não como ativar a chama que parece estar se apagando ou ter apagado.
O caso do nosso amigo I. é complicado, até porque ele está vivendo um momento de estranha indecisão e relutância no relacionamento.
Em resposta ao e-mail tenho apenas a dizer que a decisão sobre o que fazer, é mais sua do que de qualquer pessoa.
Caro I. você vai ter que decidir se o que você sente pela sua noiva/namorada/esposa/whatever é paixão que está se apagando ou comodidade em estar ao lado dela.
Complicado? Nem tanto. As vezes nos encontramos estáticos em nossos relacionamentos, ainda mais quando uma coisa começa a desandar e não tomamos a devida providencia para acertar.
Sair da comodidade é o primeiro passo!
Se você ainda sente algo de verdadeiro pela sua companheira vai ter que se desdobrar para recuperar o sentimento que esfria a cada momento.
O sexo não é a peça fundamental de um relacionamento. Mas é o termômetro de como andam as coisas. E se nesse quesito as coisas andam ruins, amigo, as coisas estão piores do que você possa imaginar.
Mas sempre existe o momento para reverter a situação e virar esse jogo.
Se arrisque. Faça um jantar, com tudo o que tem direito.
E no final de tudo, esqueça um pouco de você. Lembre-se que é ela a estrela principal, trate-a como tal!
Mas se de tudo, nada adiantar, então está na hora de colocar realmente os pingos nos “I’s”. Acerta o relacionamento ou abre o mesmo; a dor da partida é melhor do que a dor de um problema maior.
Abraços
Dr. Hitch